Nunca vou entender que novíssima literatura é essa que anda se resenhando por aí em que todo o “escritor” acha que precisa construir frases com pelo menos três palavrões, idolatrando Bukowski ( e serei bem sincera aqui: não gosto dele. não há nada que me chame a atenção, nada que eu ache genial, a não ser o livro dos gatos, que, pelo tema, não tem como não gostar) e brincando de querer ser o Henry Miller do século XXI.
E as meninas todas leitoras apaixonadas de Fante falando da sua (sim, da delas mesmas) vida íntima e sexual como quem conta o que comeu no o almoço.
Quanto ainda falta para esse modelo de literatura ficar datado para os outros, ao invés de só para mim?
Quantas negativas super educadas terei de lançar para explicar minha recusa em divulgar livros nos quais não acredito?
Em tempo: eu também não acredito no meu mas, pelo menos, não pedi que ninguém divulgasse, ou curtisse. Aliás, depois que seu conteúdo saiu de minhas mãos, ele passou a ser de todos (revisora, editores, diagramadores, vendedores, site da internet, leitores) mas meu, já não é faz tempo. Carrega meu nome mas não sou eu.



