Monthly Archives: May 2010

Desculpem a série de posts confessionários. Eu prometo que volto a escrever direito. Assim que conseguir me desvencilhar do lado ruim da vida , assim que estiver leve.

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Das coisas que não se aguentam ver

Demorou uma manhã para eu finalmente entender (ou cair a ficha) que, a que provavelmente é a maior referência da minha infância, está definhando e, agora definha em uma cama de hospital.

É um processo que vem acontecendo há alguns anos e finalmente estourou. O grave estado de fragilidade da minha avó não pode mais ser escondida pela mesma.

Ela fuma muito, há anos. As vezes, tosse uma tosse de que parece que tem tuberculose enquanto segura o cigarro. Depois que a mãe dela morreu, há alguns anos atrás, ela vem passando por uma depressão que, como não foi e nem está sendo tratada, galopa. Toda vez que eu ia na casa dela, a sensação de solidão da minha avó era enorme. Eu chegava lá e, ela falava, falava, falava. Falava por que, mesmo morando com uma filha e um neto, não tinha mais com quem falar, com quem conversar, quem realmente a ouvisse.

Aposentada e sem nenhuma atividade além de cuidar da casa, os filhos já crescidos, os netos mais velhos já encaminhados na vida. Restam três netos para ajudar a criar.

Uma intuição que não me larga, me diz que ela não deve viver muito tempo. Isso angustia. Eu queria não sentir isso.

E quando ela se for… vai ter o quarto do santo, a cadeira de balanço, a tinta de cabelo e esmalte de unhas vermelhos, o alho temperando todas as comidas, a cama dela, na qual, tantas vezes eu dormi.

Meus domingos de infância, eram a minha avó. Foi por ela que eu sou chata pra comer (tá, isso não é algo bom, mas é uma lembrança que eu tenho). Eu fui a primeira neta e, durante muitos anos, a neta preferida. E não é achismo meu. Ela me preferia à minha irmã e ao meu primo. Todo mundo sabe, todo mundo via, ela nunca escondeu. Eu era a princesinha. A filha do André, que era igual ao André.

Não sou mais a princesinha e sim, fisicamente, nunca deixarei de ser igual ao André.

Mesmo com todos os defeitos, com o racismo, a homofobia, a mente do século passado, a rabugisse (que dá pra entender por que, ela teve uma vida tão dura), não importa. É a minha avó.

A minha vida pela dela, nesse momento, pode? Vale? Pode trocar?


Lei de Gaga

“I wanna kiss you
But if I do then I might miss you, babe
It’s complicated and stupid
Got my ass squeezed by sexy cupid
Guess he wants to play, wants to play
A love game, a love game

Hold me and love me
Just want touch you for a minute
Maybe three seconds is enough
For my heart to quit it

(…)

I’m on a mission
And it involves some heavy touching, yeah
You’ve indicated your interest
I’m educated in sex, yes
Now I want it bad, want it bad
A love game, a love game”

[ Love game ]

” Your love is nothing I can’t fight
Can’t sleep with the man who dims my shine
I’m in the bedroom with tissues and when
I know you’re outside banging but I won’t let you in
Cuz it’s a hard life, with love in the world
And I’m a hard girl
Lovin’ me is like chewing on pearls

You got me wondering why I-
I like it rough, I-I like it rough, I-I like it rough
You got me wondering why I-
I like it rough, I-I like it rough, I-I like it rough”

[ I like it rough]

” I want your drama
The touch of your hand
I want your leather-studded kiss in the sand
I want your love
Love, love, love I want your love
(Love, love, love I want your love)

You know that I want you
And you know that I need you
I want it bad, your bad romance

I want your love and
I want your revenge
You and me could write a bad romance

(…)

I want your horror
I want your design
‘Cause you’re a criminal
As long as your mine

I want your love
(Love, love, love I want your love)

I want your psycho
Your vertigo stick
Want you in my rear window
Baby your sick
I want your love
Love, love, love
I want your love
(Love, love, love I want your love)”

[ Bad romance]

Por que toda música pop acaba tendo um tiquinho de clichê e verdades inegáveis e, de alguma maneira, fica fácil se identificar.

A Lady Gaga aqui, mostrando o meu caminho das pedras.


Amar é….

– Eu te amo.

– Isso, leva seu cigarrinho lá pra cima mesmo.

(não esperar reciprocidade exatamente da mesma maneira. não somos iguais)


Amanhecer

Talvez seja por respeito ou por que realmente o sono não me assola. Eu só ando conseguindo dormir, nestes dias, depois que o sol já nasceu. E bem depois da hora. Talvez uma, meia hora depois da hora que deveria, ao invés de só capotar na cama. É tamanha e notória a solidão dentro de um quarto tão pequeno e abarrotado.

Agora, são sete da manhã e a lua erra pelo céu. Redonda e linda.


Doing all by myself. Alone.


Watching the ships roll in,
hoping that I, will still be his friend, in the morning.
Watching those ships roll by,
wishing that I, could move this earth,
if I could, for you, I would do.

I’ve got nothing to say,
I’ve got nothing to lay at your feet
I just keep hoping,hoping, you will be the man,
that I couldn’t be.

Still watching the ocean move,
if only I could show you my soul,
and places I’ve been.
Watching the ocean curl,
and little girls playing in the sand, as I walk,
longing to listen to you talk.

[ Watch the ships roll in – The Kooks]


(agora, vou tentar mudar meus confessionários pro Briefroman. sinto mais adequado e Henry me ouve bem.)


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