Monthly Archives: July 2010

A esperança da sexta- feira

É como se, nesses dias, durante a semana, a vida não fosse minha. Eu indo a lugares onde nunca fui e, onde provavelmente não voltarei mais, tendo que falar com pessoas com as quais não falaria normalmente, fazendo, mecanicamente as mesmas perguntas, todo dia, uma enorme viagem rumo à mesmisse, ao estresse, ao desânimo de estar cercada de gente doente, gente com dor, sangue, descaso e sujeira.

Todas as minhas esperanças de vida algo normal – ou melhor que o normal, além do normal se arrastam para o fim de semana numa contagem regressiva eterna que já começa na meia noite de segunda- feira.

Eu não devia fazer isso. De novo.


É simples

Por que TUDO precisa sempre ser sobre EU e mais alguém? Por que não pode ser só sobre o EU? Por que tudo tem que ser pensado como: eu estou pensando isso, falo isso, ela pensa aquilo, reagirá desse jeito, falará aquilo outro.

As vezes é só sobre mim. Mesmo quando aponta a tag amor. Eu sou péssima em planos e logística. Não sei ensaiar discursos, me embaraço com clichês, sou é: impulsiva e expansiva. Se sinto saudades digo: sinto sua falta. Se quero tomar um café, digo: quero tomar um café. E se é para ignorar, eu ignoro.

As pessoas precisavam confiar um pouco mais na capacidade que as outras pessoas tem de ouvir. Pode ser que algo precise ser repetido mas uma hora se aprende. Se entende ou se aceita.

Na verdade, é simples.


Insolúvel clichê

Pegara o telefone, girava entre as mãos tentando pensar no que dizer, no que falar, se procuraria o novo nome, quase que recém colocado na lista de contatos, com mais de uma especificação: nome, profissão e local de trabalho. O nome tão comum dele se perderia fácil e ela poderia ficar – como já ficara outras vezes – olhando abismada para um número em sua agenda sem se lembrar da pessoa a qual aquele número pertencia ou de quando e porque o tinha. Desse ela queria não esquecer, por hora, por saber que, assim que conseguisse o que queria, o descartaria num piscar.

Então haviam se passado alguns dias e ela naquela indecisão. Na verdade, ela nem havia tentado pegar no telefone até aquela hora. Respirou fundo, acho o nome e apertou “chamar”, desejando a caixa postal. O telefone tocou. Num retorno inesperado à adolescencia, ela desligou, em pânico ao ouvir o toque do outro lado. Não havia se preparado, feito nenhum discurso, não havia pensado em nenhum convite irrecusável e muito menos ingerido qualquer quantidade de qualquer substância alcoólica, o que diminuia drasticamente a confiança que depositava em si mesma.

Ele retornou e já começou falando um nome estranho e ela teve que se explicar de maneira embaraçosa, sem nem mesmo uma pausa para dizer quem era. Não precisava e, se precisasse, ela não daria. Não caberia em suas palavras a introdução: eu sou aquela que…

Ou ele sabia ou não e se não, descobriria. Após a breve explicação ele riu e disse: estou ocupado, você pense na razão do seu telefonema e eu te ligo novamente.

– Tá bom.

E o telefone volta a girar e ela volta a tamborilar os dedos na frente dele. Olhando como se estivesse diante de um enigma matemático. Insolúvel.


Ausência e presença

“Quero ver os quadros casualmente, sem intenção, em qualquer lugar, e só na minha própria língua posso ser e me mostrar como sou. Numa língua estrangeira não sei amar. Perco-me ao saber como no trabalho, deixam-me fria e ignorante. Quando criança, eu mal começara a atender a vossos ensinamentos, imediatamente tapava os ouvidos. Por isso nunca consegui ler os livros que me ensinaram o saber, porque as frases neles estão construídas de maneira a que eu só assimilasse a ladainha dos que sabem. Vós que sabeis, sugais meu sangue todo. Vosso saber não cabe. O saber é tabu. O acesso ao saber está proibido. Vós que sabeis, deveis silenciar vosso saber e só o expressar em casos urgentes como poesia ou canção… Mas não quero ir embora daqui. O que farei ao ar livre? Preciso sentir o espaço ao meu redor, e só o encontro aqui. Andar, correr, rodar, viajar? Com as palavras e ir e para o ar livre sempre me enxotastes para o mais remoto canto do meu quarto, atrás do biombo e ao viajar com meus pas, sempre mal sentada no automóvel, adormeci na hora, e não sei de nenhuma viagem, só um detalhe, exceto um sorvete ou um vaso de banheiro sem tampa, ao lado de algum posto de gasolina, não sei onde. Os trens fedem, mesmo que se chamem Loreley, e os aviões, ainda que se chamem Transworld e voem sobre a Fronteira do tempo só me sequestram sobre uma pista de concreto, atrás da qual a linha do horizonte da cidade gêmea me deixará doente de saudades de casa. As distâncias nunca me atraíram. Não tenho locais de nostalgia como a vossa Ilha Tristão da Cunha ou a vossa Antártida, ou o Rio- como -se- chama, onde dizem que o vosso Platão andou passeando. Não acredito no milagre exterior. Todas as vossas sagradas fontes, grutas e árvores devem se tornar finalmente locais de jogos, com navios de papel, luzes de lanterna de bolso em todas as fendas de oráculos. E deixai-me em paz com vossa Grande Natureza. Já os nomes ! “Tilia, rosa,cirrus” não passam pelos meis lábios porque estiveram tantas vezes nos provérbios que antigamente escrevíamos em nossos álbuns de poesia…

Só por amor eu partiria daqui; atravessaria dias e noites; escalaria, saltaria sobre cavalos, nadaria, sempre em linha reta, em frente, sem os vossos descaminhos…”

HANDKE, Peter. A Ausência. Tradução de Lya Luft. – Rio de Janeiro: Rocco, 1989.


The fear of the n word.

It happened four years ago, maybe four and a half, maybe five. A friend who I already been in love with was back in town after six moths away. She wrote to me and said she had bought me a gift. During the time she was away we had this fight and spend some time without talk to each other. So I decided to call her. No meaning,I was just bored at home. My best friend at the time wasn´t returning any of my calls and I had absolutelly nothing better to do.

She said that she was in a bar in a “gay street” and that several of her friends were there, that I had to meet this friend of hers and to come there. So I put a T – shirt, a bermuda and a converse, a little make up, as usual and went. I had just cut my hair, it was really really short and sort of tomboyish, but in a cute kind of way, like Mia Farrow, with the exception that I was still a brunette.

On my way there, some guys though that I was a teenage boy. I passed through them and saw my friends. They were hanging out by the beach, drinking bear. Everyone looked kind of drunk. There were five of us. A guy and four girls. All gay or bi or trying to figure these things out. I really liked these girlfriend of mine but I always had a secret crush on one of her best friends. Never said anything thou, to anyone. I started to drinking bear, we went to the sand, just babbling things with no meaning, laughing a lot.

So, someone thought that we could go to our guy´s friend house. It was the perfect place. A home to all of us. We could open a botlle of wine and continuing to have fun. We talked about pretty much everything. But, when you´re young, at some point, all the talking is about people we find interesting, pasting relationships, sex and all the things that involve feelings, emotions, things that make us turn on. We drank a lot. All the time I felt compelled to be near these crush of mine but the truth is that I don´t think she ever saw me. As far as I can say, she never even payed attention to me.

One of the girls were her girfriend and started to talk that in college, she had seen these beautiful tattoed girl but her only flaw is that she was a little over-weighted. She kept repeating that. We all heard the first time and decided to just ignore her comment but she didn´t understood that or she was really trying to cause some sort of reaction in us.

My crush were  her ex girfrienf and seemed a litlle offended but didn´t say anything. We just could tell by a quick and fulminant look she gave to the girl that never shut up.

She decided to go to sleep. Alone. Surely we were boring her. When she is not the center of attention, she is not satisfied. All of the sudden, my girl (at least, I wish she was) broke the poker face and started to cry. I didn´t know what I could do. I barely knew here. Her other friends were talking, tried to calm her down for a while. I stand up – and that was when I first noticed how drunk I was – and hugged her. I remember thinking: that girl don´t deserve a single tear of you. She is just full of crap, thinking she is awesome but she is so annoying and so insecure that, the only way she can feel better about herself is ignore the rest of the world and step on people´s head. I don´t record saying that.

I sitted a while at her side and she stand up and went to kitchen. The girl I was once in love with started to talk to me and we kissed. Nothing much, nothing new. No new spark, just lack of emotions… too much wine, too much memories, I really don´t know what was going to my head. I had a dry spell, was without sex for six months and it was starting to make me nervous and jumpy everytime someone touched me.

She had a trip so she left, still confused about what happened. Why we kissed and everything. It didn´t matter that much to me. I went on my friend´s bedroom and saw my girl lying on the top bed. So I laid next her and hold her. Told her that I found her oh, so beautiful and that if a person could see that, others could see too. I told her that she could not accept that and gave her another hug. I started to cuddle with her. She was really close, I could smell the scent of her shampoo – wich, by the way, I still remember – I could feel her breath, she didn´t move. I didn´t know if she wanted to be there or if I was just pushing something. I remember struggling in my head thinking: Come on, kiss her. She is in bed with you, in your arms. She wants it. Come on, do something, anything! I was beggining to feel a little dizzed. Not knowing what to do. It felt like I had a little angel in one shoulder and a little devil in the other, just like the comercials.

The angel said to me: Do absolutely nothing. Do not try anything, she is way too vulnerable, she was crying, she don´t want to kiss you. You are not her type, she barely even look at you, why in hell would she want to kiss you. You will end up being punched or something, creating an unconfortable situation for everyone.

So I did nothing. I still tried to show her a couple of times that I care for her. A crush, especially an unrequired one, does not simple goes away. It is just supressed. Every now and then you remember it. Remember what you wish you done, remember the fear, the butterflies, even think if you can still fix it. But you just end up getting more and more frustrated.


Qualquer pessoa, qualquer coisa, qualquer lugar e qualquer momento pode ser uma excessão.


How to be a self- centered heartbreaker and don´t even notice: lesson one

You try to see other people but has a really hard time to see them in a different way other than a extension of your own body and mind.

You be as delightful as you can and be naturally charm and smart, you show the most high self- confidence that you can pull it of and you´ll just seem like the perfect match. To anyone!

You share, talk about your problems, insecurities and concerns. People not only tend to like complicated people but they also think that they´re going to “save” somebody.

Be awesome at sex. Like people. Fall in love truly and harder.

The only problem is when you fall out of love. Instantly, you´re a heart breaker.


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