Monthly Archives: May 2011

Temporariamente

O tempo não vagueia como as minúsculas partículas de areia que descem pela ampulheta. Tempo corre, e escorre liquefeito feito prata – viva. Não é cura, não faz com que as coisas passem, porque é Ele que as traz de volta. Das mais indesejadas às mais dolorosas.  Flui pungentemente e envenena porque nós achamos que é remédio. Insolúvel, intragável só faz com que estejamos mais próximos da morte, de uma morte.

Intoxica-me este tempo a conta – gotas enquanto espero. Um minuto, dois, três. O gosto metálico na boca aumentando. Tempo ausência de vida, consciência de solidão. Meu tempo – rio que nunca é o mesmo do começo e me faz diferente a cada segundo. Mudo posições, mudo desafios, mudo doenças e vícios, mudo vida, não me permite um estagnar consciente, traz presente e futuro consigo e estagna ao não me trazer vida, ao não me trazer atividade, boas notícias. Meu tempo, o tempo em que os ponteiros derretem, desfazem-se em fluídos prateados. Tic tic tic tac.

Não dá para dormir com o barulho de ponteiros circulando o relógio, mesmo dos derretidos. Não dá para ignorar o Tempo, amante infiel e ingrato, ele grita e esperneia: A VIDA, A VIDA!

[ texto ainda em fase de construção/experimentação – eu juro que na minha cabeça ele era bom]


I´m no good

I told you I was trouble
You know that I’m no good

O problema todo, meu bem, foi que você me descobriu rápido demais. Descobriu rápido demais por que é que a Amy também me canta.


Satisfação

Então galere… Hoje à tardinha recebi um email começado da seguinte maneira:

“Prezada Mayra:

Informo que a Multifoco possui interesse na publicação do seu livro.”

Sabem o que isto quer dizer, não é?  A Editora Multifoco vai publicar meu livro. Meu livro, vai ser publicado. Estou meio numb, descrente até agora. Ainda acho que não aconteceu (bem, de fato ainda não aconteceu. Frisar no ainda.). Vai rolar. Enfim 2011 me deu uma notícia que preste. Talvez essa seja a grande notícia de 2011. Isso quer dizer que agora eu sou de fato uma escritora?

Um brinde à mais nova escritora falida e desempregada desse Brasil! – É, essa sou eu.

p.s. a satisfação que me refiro no título é pra vocês porque eu comentei aqui no blog que tinha mandado ele (o livro) pra editora.


Eu não quero ouvir nada mais triste do que eu já estou.


Noticiando

Resolvi… não sei bem porque e nem por quanto tempo… tirar um pouco da poeira e das teias de aranha do This mess we´re in. Eu ia trocar de blogs novamente mas isto dá muita mão de obra pra vocês. Melhor deixar assim… escrevo o que quiser, onde quiser.

O Guia 44 se foi. A vida útil dele não foi longa mas já sabíamos que seria assim.


Que tal suavisar novamente?

Endureci, talvez.

Não consigo pensar em respostas agéis e à altura, para você.  Não ando conseguindo desligar a luz vermelha de perigo, piscando por dentro de mim. E ainda por cima continuo sem saber a quem este perigo se refere. Não é  cristalino como eu achava que era, e a falta de clareza se estende a quem eu penso estar a perigo. Pode não ser eu. Pode ser.

Não consigo retribuir, coisa alguma. Só me chegam as coisas – mesmo as boas – com um delay muito grande, maior do que o suportável. Não é de propósito, nunca é.

Vou retribuir mas antes, sempre penso. E é este o mal.


status de relacionamento


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