Vai sempre doer mais por aqui?

Dói de ler…

Ela: cara, você já pensou se perguntou se eu quero isso?

eu: é, não… desculpa.

Ela: O que eu quero ou não quero não vem ao caso, né?

eu: =/

Ela: Pois é… 🙂

[…]

eu: tá

Ela: mas ó, não é porque eu estou chateada nem nada disso, tudo ok por aqui. Fica tranquila.

[…]

Ela: Não sei pelo que é que você está pedindo desculpas, mas não vale a pena pedir desculpas a mim. Comigo está tudo bem. Acho que só você deveria é pedir desculpas a si própria, é você quem se machuca mais nesse jogo e nem percebe.

[…]

E onde está o outro? Enfim…

[…]

Será que você entendeu?

[…]

claro que não… só poder ter a ver… deixa eu ver… com você, certo?

[…]

Você só vai conseguir ter consideração com os outros quando olhar para os outros e para isso, precisa sair dessa prisão que você criou dentro de si mesma. Se isso tem a ver com o cotação dos outros, pode até ficar partido… mas o seu é que acaba vazio, e isso sim, deve doer mais.

[…]

eu: Desculpa eu tentar lhe impor algo que você não precisa.

Ela: Se eu fosse irônica, deveria te pedir desculpas pelo mesmo, certo? rssss Desculpa a ironia. Fica tranquila, se cuida, não se sinta culpada por mim. Eu estou bem.

É bom saber que um outro está bem mesmo que não se tenha uma idéia, uma imagem, uma fotografia de surpresa, uma palavra, um gemido, grunhido, lágrima que seja, só pra ter certeza. Ruim a falta de reciprocividade (e que essa falta de reciprocidade seja uma necessidade de proteção, contra o indesejado, que sou eu.) Pesada, vazia e dolorida para ela, para qualquer tipo de contato, com ela. Dói até pegar, sem querer, a impressão de um resquício de conversa, já tão desajeitado que uma vez tivemos.

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About M.

Moira A fatalidade cega. Em grego arcaico, a parte ou quinhão. Em Homero, a parte da vida decretada a cada indivíduo. O destino traçado do qual não se pode fugir e a pré – disposição à tragédia como condição inegável do ser humano. Lei suprema da vida cósmica à qual todos, humanos e Deuses estão sujeitos. Mayra Lopes Intimamente ligada a conceitos. Hardly one. Filosofia e literatura, eros e pathos, hybris e moira. Um conglomerado de hormônios e sensações. Acima de tudo, sensações. Dores e ansiedades. Mais uma fragmentação pós – moderna, com uma diferença: procuro saber de mim. Quero que o mundo se exploda. Eu só ligo para mim e para os meus. Para a arte, o pensamento e as sensações.Felicidade como estado efêmero versus desespero. Suicídio versus a vontade da dor de aprender, a procura. Descendente de espanhóis e poloneses, mantengo uma estima profunda por la lengua que me dice y por la guitarra catalán. Costumo falar de Cortázar e de literatura alemã. Tenho Goethe tatuado nas costas, sobre aquele olhar. Qual? O de todos. Devaneio, entre Miller, Pessoa e nuvens. As vezes também em algodão – doce.A minha escrita, chuva oblíqua. Passo as horas, entre PJ Harvey e um quarto cheio de história. Cheio de mim mas tão cheio de outros, que as vezes, não reconheço. Virgínia Woolf sem a escrita, depressiva. Sei quase tudo sobre os dark places e as pílulas, todas, conheço-as quase todas. Nenhuma nunca me trouxe felicidade, só torpor. Brinquei de Susanna Kaysen por três dias, me internei, me dei alta; no meio tempo, me chamaram pra fugir. Gosto de dar flores de presente mas ganhei poucas. As minhas preferidas são margaridas. É, simples assim. Detesto pleasure delayers. Não vejo sentido. Se tiver que ser algo melhor, vai ser, durante dias, meses, anos. Não há necessidade de adiar nada por causa disso. Eu sei o que eu quero, detesto jogo ( mas sei jogar como ninguém). Meus exs/minhas exs não realmente saem da minha vida. Estão todos por aqui, orbitando. Falo da maioria com carinho de como se as coisas estivessem acontecido ontem. Costumo ser amigas deles e delas. Tenho uma tendência a lembrar primordialmente das coisas boas. Na tela, de preferência a Europa e seus idiomas entre os filmes.Os finais da Lola e os meus possíveis finais. Entrei para Letras, achando que letras é alguma coisa da qual se vive, para descobrir que, apesar de uns e outros, eu não vivo, respiro. Aqui, onde a menina cresce e a mulher se esconde. Isto ainda não sou eu. “I open once and you call me Devil`s gateway”. Prazer, M. View all posts by M.

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