Monthly Archives: August 2011

Begin to heal

Now that I decided to leave your life, I just need to figure out how rip you out of my lungs, separate you from my air, drain you out of my blood, cut you out of my brain. Let go all our music, all our words, our moments, all the delicious sounds of your name.

I have to throw you up. Extract you like the disease you´ve become.

No more gastritis

No more knocking me down depression

No more torrents of tears.

You took all the breaths, all the heartbeats, all atoms of life you could.

Now go away. I want to heal from you.

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A piece of blueberry pie, please

Há motivos para um quase início de guerra somente por causa de coisas que foram deixadas “para trás” , “pelo caminho”, “com você”? O clichê inscrito em “Um beijo roubado” é a escolha deliberada pelo que se deixou para trás, ou melhor, pelo que deixaram, pelo que ninguém quis, pelo preterido.

É fácil se relacionar com isso. Não há nada errado com você.  As pessoas só fazem outras escolhas. Quando a gama de escolhas é muito grande, você pode se dar o privilégio de rejeitar certa escolha eternamente, e todas as outras pessoas podem resolver fazer o mesmo.

Não há nada de errado com você. Ou talvez haja. De qualquer forma, talvez um dia.


Incredibilidade

Talvez o maior erro seja querer acreditar numa incredibilidade das pessoas. Elas não são incríveis, ninguém é. Esperar que um dia alguém acorde querendo fazer algo de útil com a sua vida, com suas relações, consigo. Esperar que um dia algum dia alguém acorde e queira levar a vida a sério.

Já me peguntei por que leio livros e vejo filmes e ouço músicas – e porque os livros são também meu trabalho? E por que eu insisto em algo que retorna pouco ou quase nada para mim mas que eu sinto que é engrandecedor de alguma forma.

E não é só isso que pode ser engrandecedor: salvar vidas o é, impôr a ordem e a justiça (ou pelo menos tentar) também, construir casas, pontes e escolas, nem se fala.

Fico com pena daqueles que condenam suas vidas aos vinte -e – poucos.Sentam-se à beira de um trabalho desprazeroso e não satisfatório mas que permite que se tenha sempre alguns reais na carteira. As pessoas vem e vão pelas suas vidas , crescem, cansam e, o pior: tentam avisar.

Avisar que enquanto há festas, o tempo passa e passa rápido e que os pós – adolescentes de hoje estarão se casando amanhã, tendo filhos e estas pessoas, seguirão na mesma, reciclando as turmas e esquecendo de reciclar-se internamente,  sem deixar-se envelhecer de forma digna.

Porque pior que passar tanto tempo lendo livros, vendo filmes e ouvindo músicas é simplesmente não o fazê-lo.



Acontece

No penúltimo dia, pensando ao rolar da cama, soube que seria a história de um homem, no carnaval.  Um homem que decide abandonar uma mulher, um dia antes de começar a festa mas não necessariamente para fazer parte das festividades como seria de se esperar.

Um homem simples, pobre de dinheiro, que mergulha em dias festivos. Tudo quase o contrário de mim, tudo o que nunca foi –  e que, ouso dizer, nunca serei.

Quase tudo, tirando palavras e (alguns) pensamentos.

Ficção.


..e, além dela, não havia nenhum outro ser humano, e ela perdeu o rumo… era como se tudo tivesse adquirido movimento, ondas de rama de salgueiro, as vagas tomavam seu próprio curso… uma angústia que nunca sentira a possuíra e se punha soturna em seu coração…

BACHMANN, Ingeborg. Malina; tradução Ruth Röhl.  – São Paulo: Siciliano, 1993.

2012 e um ano inteiro de Malina e uma dissertação. 2012 vai ser um ano de dores.



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