Monthly Archives: March 2012

Sobre Albert Nobbs

O que prende em Albert Nobbs, são as sutilezas de atuação. Glenn Close não precisa provar nada a ninguém, o talento dela é inegável. Mas do que assistir a esta história das dificuldades pelas quais as mulheres tinham que passar e dos artifícios que poderiam utilizar para tornar sua vida só um pouco melhores, fala mais alto, creio eu, a uma grande parte das mulheres.

Além disso, fala mais alto em mim:

A impossibilidade de seguir com o tipo de relacionamento que dá certo para você. Um ter que tornar-se outro , completamente outro por causa da sociedade. Não bastava o fato das duas mulheres ter que travestir-se. Elas precisavam de um gestual adequado à sua persona masculina, ao seu duplo imposto.

A cena em que Albert Noobs e Hubert Page passeiam na praia trajando vestidos, é das mais belas do filme inteiro. Com apenas alguns gestos, elas deixam de ser homens e tornam-se mulheres. O ser mulher, tem mais a ver com a maneira de se portar do que com as roupas. É praticamente o único momento em que podem respirar.

Desce difícil mas é imprescindível.

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Low

É muito mais difícil tentar se desfazer de todas as suas imagens que aparecem caleidoscopicamente expostas nesta rede seja por sua conta ou por outras pessoas que, precisam dividir os momentos todos.

O ato narcísico de escolher e manipular as imagens que se quer passar esperando que aquilo te traduza de alguma forma para outrem, que passe exatamente a imagem que você quer já me enjoou.

Talvez seja por isso que esteja tudo indo sem na verdade caminhar. Mas eu não tenho disposição para adicionar de trinta a cinquenta novos “amigos” em uma semana. Nem aprendi (ainda bem) a flertar com todos que aparecem no meu caminho na esperança de que, futuramente, eu possa deslizar mais facilmente pela vida.

Eu tenho mais o que fazer.

A minha pia, está cheia de louça.


Sadness of being

“SADNESSES OF THE INTELECT: Sadness of being misunderstood [sic]; Humor sadness; Sadness of love wit[hou]t release; Sadne[ss of being smart; Sadness of not knowing enough word to [express what you mean]; Sadness of having options; Sadness of wanting sadness; Sadness of confusion; Sadness of domes[tic]ated birds; Sadness of finishing a book; Sadness of remembering; Sadness of forgetting; Anxiety sadness…

INTERPERSONAL SADNESSES: Sadness of being sad in front of one´s parent; Sa[dn]ess of false love; Sadness of love [sic]; Friendship sadness; Sadness of a bad convers[a]tion; Sadness of the could – have – been;  Secret sadness…

SADNESSES OF SEX AND ART: Sadness of arousal being an unordinary physical state; Sadness of feeling the need to create beautiful things; Sadness of the anus; Sadness of eye contact during fellatio and cunnilingus; Kissing sadness; Sadness of moving too quickly; Sadness of not mo[vi]ng; Nude model sadness; Sadness of portraiture; Sadness of Pinchas T´s onlu notable paper, “To the Dust: From Man You Came and to Man You Shall Return,” in which he argued it would be possible, in theory, for life and art to be reversed…”

FOER, Jonathan Safran. Everything is illuminated.




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