Monthly Archives: April 2012

Wants

And there is nothing I would like more than to merge with (in) you.


Bom karma

Carregar comigo um caderno grande e ainda cheio de páginas em branco tem dificultado que eu anote meus pensamentos, sentimentos, acontecimentos diários, ordinários ou extraordinários. Fico querendo contar quantas páginas faltam para o fim, querendo antecipar o fim de um ciclo, como se eu tivesse o controle de alguma coisa só porque posso controlar as páginas, o tamanho da minha letra, se eu gostaria de transcrever algo, de colar algo, de “desenhar” algo.

Resolvi retornar a um diário menor, facilmente transportável e que, por se assemelhar a um bloquinho, não chama tanta atenção para o seu conteúdo. E, na primeira página me declaro com letras impressas requisitando que eu deixe informações e contatos meus. “Em caso de perda, por favor retornar à”. E mais uma linha para falar sobre a recompensa.

Que recompensa? Diário se perde ou só é roubado? Quem é capaz de esquecer jogado o seu baú de segredos, seu muro das lamentações em papel, seu repositor de desejos, de dejetos, todos os gritos silenciosos e as lágrimas, os arrependimentos e o meu rodopiar pela vida.

Como posso colocar uma recompensa nisto? O valor é além do sentimental e, mesmo que eu tivesse dinheiro, ainda assim não conseguiria estipular um valor.

Joguei para o universo e escrevi: bom karma.

 


Imagem

Bless your soul, you’ve got your head in the clouds*, Mayra.

* Rumour has it – Adele


Por 3 dias ou mais

 “I don’t want to hold you and feel so helpless
I don’t want to smell you and lose my senses
And smile in slow motion
With eyes in love

I twist like a corkscrew
The sweetness rising
I drink from the bottle, weeping
Why won’t you last?
Why can’t you last “
[ Foolish Love – Rufus Wainwright]

Parei no caminho e não consigo  mais escrever. E o remorso pela escolha feita há mais de ano. Provavelmente errada mas, a única que poderia ser feita.

Estou entre dois passados que deixaram há muito de ser e um futuro imaginário, inexistente.

Por aqui não tem nada. Por aqui não tem rua e nem pessoas.

Por aqui, cama, gato, livro e solidão.

Por aqui, tristeza.


Tadzio

Talvez toda a história envolvendo Morte e Veneza tenha sido uma metáfora irônica para dizer que ela seria, momentaneamente, abarcada por uma beleza que não saberia dizer, a princípio, que era vazia.

E se ela fosse Aschenbach e eu Tadzio, quem morreu não foi ela.

Ela se refez e eu, envelheci.


O boladacionismo e minhas colaborações

Eu esqueci de dizer que um grande (o melhor) amigo, Tunai Caldeira, me chamou para colaborar com o blog dele, o Jovi, na boa…

O título do blog é Boladacionismo. Acho que talvez eu esteja levando este título a sério demais e o que anda me incomodando, encontra lugar na minha escrita de lá. Mas são incômodos diferentes dos que exponho aqui. Lá, coloquei algo, certa vez que, não me sinto a vontade para escrever aqui, por exemplo. As propostas de blog são muito diferentes.

De qualquer forma, o Boladacionismo tem uma tônica bem mais voltada para o humor e, exercitar o meu lado humorístico não é nada fácil. Eu não sou engraçada.

Mas, a meu modo, tenho estado por lá também. Três vezes até agora, para ser mais precisa.

Só achei que deveriam saber.


You

I miss the bittersweetness of your presence.


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