Category Archives: declaração

Don´t protect me if I didn´t ask

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“We teach girls to shrink themselves, to make themselves smaller.”

[Chimamanda Ngozi Adichie]

I´m a tiny woman. I am. I am rather small. Now, let me tell you a story: I have known my last boyfriend (now my ex) for years. The first thing before we got together again was: You just have to remember I will always be your friend first (he wasn´t).

But the thing the bothers me the most is that he kept repeting I was so tiny that he felt he should protect me. He is average hight to tall and large on the sides. Much bigger than me. First, this saying sounded like a compliment. But then I thought: Why does he have to protect me if I didn´t even asked him to? And he is going to protect me from what? It all seemed and felt strange. So, he started to see problems in my life that I did not think it were problems. Because those were solutions. For some reason, I have never have the confidence in him to explain why those were solutions. I just said: This is not a problem.

And I realized this was the protection. He thought he knew what was right for me, and was trying to help me change things in my life that did not need change. From the moment on, everytime he took me under his arms and said he was going to protect me, he was trying to make me smaller than what I´m really am. But what he didn´t realized is that I may be small – at size. But I´m a fucking giant. And I don´t need protection.

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Sobre ser bi

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Era pra eu ter escrito isso semana passada. Terça-feira da semana passada, dia 23 de setembro,foi o dia da visibilidade bissexual.Sei que uma parte de vocês lembra que, há pouco tempo atrás houve o dia da visibilidade lésbica e bissexual. Claro que isso é importante mas, além do foco não ser na gente, este dia deixava de fora os homens bi e os gender fluid, gêneros não-binários.O dia da visibilidade bi contempla todos estes gêneros.

Eu resolvi escrever (semana passada teve uma blogagem coletiva) porque no começo de setembro, o canal Sapatomica postou essa gracinha aqui no youtube:

Vídeo no qual a gracinha diz, entre outras que “bi tem que matar, né?” É, eu juro, assistam o vídeo, ela disse isso. Galere querendo dizer que não sabemos interpretar um texto/  um vídeo, querendo forçar uma barra duma ironia que não existe. Tá certo! E é um festival de bifobia vergonhoso.

Então, vamos lá falar dos “lugares- comuns” sobre bissexualidade:

1- Bi é confuso, está em cima do muro. Alguma hora tem que se decidir. Mas olha, não. NÃO, sabe? NÃO, APENAS NÃO. Ninguém aqui está confuso, em cima do muro, conhece uma mulher e um homem interessante e entra numa dúvida existencial. Não é assim que funciona. Quando uma pessoa está em um relacionamento monogâmico com outra, seja de que gênero seja, não vai sentir falta disso ou daquilo. Tem muito mais a ver com personalidade do que com orgão reprodutor. Por favor, entendam.

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2- Se você está em um relacionamento monogâmico, você desconfundiu, “escolheu um lado”, não é mais bi. Mas olha, para com essa merda. Isso é apagar, silenciar uma orientação sexual perfeitamente legítima. Eu já expliquei que não funciona dessa maneira. Eu não vou desgostar de outros gêneros porque estou me relacionando com um e nem vou ficar louca sentindo falta deses outros gêneros quando em um relacionamento. Esse apagamento e silenciamento é perigoso, faz com que as pessoas se sintam compelidas a escolher um lado para agradar os outros, para se adequar à sociedade e, o resultado disso é: mais apagamento, mais silenciamento e mais gente entoando o mantra de que bissexual não existe. Olha, existe. Não somos papai noel nem coelhinho da páscoa. Existimos. A atriz Anna Paquin explicou isso duma maneira fácil de entender.

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3- Bissexual pode pegar todo mundo, tem o dobro de chances. Em vez de ficar falando sobre isso, aqui, vou linkar o vídeo da Daniela sobre o assunto:

E você, hétero ou gay que não quer se relacionar com bissexuais, beleza, ninguém é obrigado. Agora, vamos fazer o favor de não justificar sua opção com bifobia. Principalmente se sua bifobia tem a ver com inseguranças suas. Se você é insegurx, não culpe uma classe inteira de pessoas por isso. Pessoas filhas da puta, existem de todos os gêneros e orientações.

3- Bi é promíscuo, só quer farra. DE NOVO: NÃO. Mesmo para os adeptos do poliamor, há regras. (Não é meu caso mas,sei que rola muita, muuuuuuuuuita conversa, nesses casos). Engraçado que a gente leva a fama de promíscuo mas, geralmente não é a gente que vem cheixs das propostas e intenções. As pessoas simplesmente não querem saber o que a gente acha sobre se relacionar com mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Elas já assumem que você está ok com isso, que você vai querer com certeza. Sinto desapontar mas, não é assim que a banda toca. O mesmo vale pra galera que acha que a gente tem que ficar com elas só porque somos bi e, teoricamente, ficamos com todo mundo. Olha, temos todo o direito de dizer não, de não ter vontade de ficar com alguém, de não nos sentirmos atraídos e não precisamos justificar nossa recusa. Não é não.

Ah, e não adianta, depois da recusa dizer que chamou fulana ou ciclano. Poderia ser um harém. A resposta não vai mudar.

4- Bi VAI trair. A traição pode acontecer em qualquer relacionamento. Não é exclusividade de relacionamentos com bissexuais e não tem mais ou menos chance de acontecer. Tem a mesma porcentagem de chance. Tem a ver com confiança, segurança e respeito. Você pessoa hétero ou gay pode ser a pessoa que pode trair uma pessoa bi, já pensou nisso? Só não pense em justificar a sua traição pelo medo que você tem de ser traidx pela pessoa bi porque isso não é justificativa. É falta de confiança no outro e insegurança. E ninguém está aqui para dar conta das inseguranças alheias.

5- O guarda-chuva bissexual. Na verdade, ser bissexual abarca muitas coisas. Nem todo bi se identifica com todas elas, mas a questão é muito mais ampla do que vocês pensam:

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Então, dá próxima vez que for falar uma gracinha pra alguém que é bi, que for fazer uma proposta porque, claro que a pessoa vai topar, ou que for vomitar bifobia, dê uma pensadinha antes.


Afinal, tem alguém que se sente representada pelas “as nega” do Miguel Falabella?

Hoje uma amiga super querida postou no FB que ficou curiosa quanto a série da Globo que deve estar começando daqui a pouco (pode até já ter passado o primeiro episódio quando eu terminar isso aqui). Essa curiosidade levantou uma discussão e, por isso resolvi escrever sobre isso.

Antes de tudo – sou o que qualquer brasileiro classifica como branca, embora tenha plena consciência que, em qualquer outra parte do mundo, eu não sou caucasiana mas latina. Então, não taquem pedra, por favor. Não vim fazer token e nem protagonizar uma luta a qual só posso apoiar, ser simpática.

Dito isso…

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A série, é uma adaptação de Sex in the City. Série essa que eu vi do começo ao fim. Na época, meu conhecimento do feminismo era muito superficial e eu não percebia muita coisa. Percebia que tinha seus fatores positivos sim, a liberdade sexual, um “somos todxs vadias” e aquela relação amorosa com a cidade. Mas, quanto aos relacionamentos? Vi muitas vezes as personagens se anulando, se torturando porque aquele homem tinha que amá-la. E quanto amar a si mesma? Nesse quesito, durante quase toda a série, Samantha deu um show (deu suas escorregadas também mas, quem nunca?)

O sexo e as nega seria uma versão disso. No gueto/ favela, com mulheres comuns com profissões normais. Essa é a premissa, creio. E o discurso  é da inclusão do negro na tv aberta brasileira. Mas, repetindo fórmulas tão batidas? Negro só pode morar na favela ou no gueto? Só pode exercer uma profissão na qual não precise de um diploma universitário? Por quê? Por que, pelo menos na Globo, negros que fazem papéis de classe média ou alta e educados em nível universitário são Lázaro Ramos, Taís Araújo e Camila Pitanga? Os outros não tem cara de negros ricos? Só podem pertencer ao gueto, à cozinha, à senzala? Por que será que a Taís Araújo deu aquela entrevista em que dizia que se sentia mal ao ir a um lugar e só ser atendida por negros? Por que eles não tem as mesmas oportunidades que ela teve? Porque ela sente que ser servida por iguais, é como se jogassem na cara dela constantemente o lugar que ela deveria estar ocupando. Por que será, Falabella? Quem inclui os negros? Você? Ai, olha, não!

Em Sex in the City, a narradora, Carrie Bradshaw, estava inserida no que ela estava falando, estava vivendo aquilo. As dores eram dela também. Ao que me parece, neste, a Cláudia Jimenez será a narradora, olhando de fora com a branquice dela, analisando comportamentos, dando conselhos. Que diabos a Cláudia Jimenez sabe sobre os temas que parece que serão focados, gente? Não faz sentido.

Uma conhecida tocou no assunto do mimimi do nome. Olha, não é mimimi. Por que tem gente ofendida com isso? Porque “as nega”, “suas nega” são expressões extremamente pejorativas e que, até hoje, não foram ressignificadas. Elas continuam a separar a mulher branca pura e intocável da casa grande da negra da senzala (alguém aí lembro de 12 anos de escravidão?) e não tem essa de que acabou a escravidão. O que não falta são casas grandes e senzalas disfarçadas por aí.

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Uma grande amiga minha, negra, disse que sentia como se fossem as novas mucamas. Sempre prontas pro sexo. Sempre querendo quem lhes dê uma vida boa. Hipersexualização não só da mulher como também do homem negro, SEMPRE, né? Afinal, são animais viris, mulheres “com quadril de parideira”, amas de leite etc.O corpo deles foi feito pra isso, não é? Não. O corpo deles lhes pertence. A eles e somente a eles. Vamos parar com essa folclorização. Está feio, chato, rude.

Não caiam nessa populice do Falabella. É engraçado às custas do sofrimento dos outros. Não tem empatia alguma. Não é um humor inteligente. Não é sequer uma boa sátira. É preconceito: racismo, elitismo, machismo. Copio e colo aqui a fala de Bianca Lessa, uma amiga dessa minha amiga, que também entrou na discussão:

“No país do “Somos Todos Macacos”, no país do Pelé dizendo que o Aranha agiu mal diante da torcida, no país da menininha gaúcha chorando na Ana Maria Braga – que também é o país do genocídio nas periferias – , toda tentativa midiática de desmerecer o combate à objetificação da mulher negra será tragicamente bem sucedida.”.

Para fechar, leiam este texto do blogueiras negras.

Quanto as negras, parentes, amigas, conhecidas e desconhecidas: FORÇA. Mais do que vocês já tem. Todo o meu amor para vocês.


eyes wide shut, heart wide open

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I rushed towards you in the middle of the night, just to feel that tigh hug of yours, you pulling me back again every time I crawled away from you. We got married silently while crossing the sea. Honeymoon on an island. You, a trip that filled my lungs with air, made my heart pump blood a little faster, a little warmer. We being ourselves with our books and quiet moments until undress time. I, M. take thee, to be my wedded husband, to have and to hold from this day foward, for better for worse, for richer for poorer, , in sickness and in health, to love, cherish and (not) to obey till death do us part.

Amen.


A síndrome de Pokémon e o narcisismo Picachu.

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Quem não se lembra do desenho da década de 90, que fora inspirado em um jogo de Nintendo, intitulado Pokémon que virou uma febre em seu tempo? Não dá para esquecer visto que, Picachu, seu personagem mais famoso, virou o mascote da seleção japonesa nesta copa, não é? Pois é.

Agora, me digam, sobre o que exatamente era o pokémon? Pegar os bichinhos, a evolução deles? Sim, respostas possíveis, porém, o fato é que os “bichinhos” eram a única temática do desenho. Não havia uma discussão sobre a lua, os planetas, o amor, a amizade, a irmadade, o que é ser criança e nem sobre o que é evolução e por que evoluir. O único assunto eram… os pokémons. Motivo este, pelo qual, sempre achei esse desenho um saco, devo confessar.

Um amigo me ajudou a chegar à conclusão de que, durante nossa vida, nos deparamos frequentemente com “pessoas pokémon”, ou seja, pessoas tão auto-centradas que não conseguem pensar em nada além delas mesmas.

No entanto, assim como nos desenhos os bichinhos eram diferentes entre si, há uma diferença entre as pessoas pokémons. A mais grave delas, ou seja, o ápice do narcisismo enquanto patologia é o narcisismo Picachu. Vamos para um exemplo mais claro?

Eu tinha uma amiga. Vamos chamá-la de Daniela. Daniela é linda – de longe. Inteligentíssima e super culta, aparentemente. Super antenada e admirada. Resumindo, ela era FODA! Nos tornamos amigas e, com o passar dos anos, fui me dando conta e me envonvendo de maneira profunda com os diversos defeitos de Daniela. Inclusive com seus transtornos psicológicos (até aí tudo bem, porque também tenho os meus, quem sou eu…) Mas, fui percebendo que essa amizade era uma via de mão única. Que era só eu quem dava e ela sempre recebia. I´m a people pleaser. She´s a pleople sucker. E isso começou a me drenar. Me pensar. Até que num rompante, escrevi pra ela tudo o que pensava. Amizade finda, senti o peso do mundo sair de cima de mim. Daniela, no fim das contas, não era foda coisa nenhuma.

Por que a identifiquei como o Picachu? Ele é um personagem cuja única coisa que consegue dizer, é seu próprio nome. Das mais diversas formas. É o narciso reencarnado em anime.

Explicando melhor esse narcisismo Picachu, vou ajudar com uma explicação oriunda da psicologia: no mundo em que vivemos, em que o narcisismo sobe a doses galopantes e as pessoas tem cada vez mais dificuldade em enxergá-lo como uma doença. Eis os seus sintomas:

Nos pacientes de funcionamento narcisista há uma exagerada preocupação com a aparência; pequenos defeitos físicos são intensamente valorizados. Apresentam uma necessidade exagerada de serem amados e admirados, buscam elogios e se sentem inferiores e infelizes quando criticados ou ignorados.
Tem pouca capacidade para perceber os outros, levando a vida emocional superficial. Há inclusive uma forte dificuldade de formar uma verdadeira relação terapêutica.
Como o Mito do Narciso, o paciente com esse tipo de funcionamento constrói sua sensação de engrandecimento da auto-estima através de uma intensa desvalorização, rejeição e abandono dos objetos. E sobre a base dessa rejeição que o organismo se estrutura. (Lewkowicz, 2005).

 

O melhor a fazer, é evitar essas pessoas, passar por elas como quem passa por um quadro de Monet. Lindo de longe e cheio de borrões de perto.


P for passionate me

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I thought she was amazing, I remember well the first time I saw her. She was wearing long sleeves, even though it was hot. And she was also wearing a lit bit of black make up, which gave her kind of an androginous look. After she walked in, I could see no one else. She was beautiful. Tall, with a figure that I liked it and a face full of personality. Also, she had the same trait that me.

We got together that night. It was amazing. Amazing like hell amazing. Her fingers inside of me made me forget my name, where I was, she did it in a such different way that I have never experienced. As the days went by  the more I time spent time with her if I could.  I would found myself more and more head over heels for her. She was different. She did different things, she liked different things but we had things in common enough to connect us.

Although I was totally in love, I always knew she was not the one. But I would like to spend a few months, maybe a few years by her side. Learning, sharing experience, knowledge. She hurted me once. Out of the blue. I wasn´t even expecting it.

Few months later, she came to me again. Another shot. Ok, I really like you. Let me see how it goes. Chat everyday, darling, sweeatheart. Liebe nevermore. Liebe was a thing of the other. More conversations, plans, let´s see each other, I want to be at your house. Please, please come. Please, stay.

I got scared. She was strange. I felt a kind of a disconnection. I had a feeling that she wanted to get out as quickly as possible from my bed. I phoned her, feeling very sad  and she said she couldn´t handle this. She couldn´t handle me. But I could. I could hear her moanings all day and night. And  since I panicked and since she wasn´t able to deal with my sorrows, another separation.

And then a call. Full of tears, full of promises, full of “do as you are, whatever you like” . But I found out that I´m not liked the way that I am and I don´t know why me, then. And why do I have to hurt me for a friendship that I have never wanted and made it clear from the beggining? Why do I keep punishing me like that?

So it´s time for you to go. Starvation have to work. “Im much too heavy for you“. Have you heard that? I don´t know if you have anything to say that will save this, whatever this is, friendship or I don´t know, nor if you want to, I don´t really know  if you like me as you say or if I am important at all to you.I don´t know if you have to say anything  that will end my non stopping tears. But I´m weak and tired. I have lost a whole bunch of water. I don´t deserve this and neither do you.

So I´m loosing your fingers, one by one now. And hopefuly someday you will see that was not to force yourself into a feeling that was smothering you. It was just you lying to yourself.


Quando eu era uma “playground love”

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O problema das pessoas, no geral, é confundir certa intimidade com uma afirmativa para a falta de tato, de delicadeza, de cortesia. Se uma pessoa tem um estilo de vida mais sério que os outros, por quaisquer razões que sejam delas e só delas, que se respeite e não usem de frases como “não sabe brincar, não desce pro play”. Essas pessoas sabem brincar, mas não focaram sua vida no play. Porque desejam atingir um patamar de excelência numa idade em que a maioria das pessoas ainda não o atingiu. Porque ser bem sucedida em determinada área é importante para essas pessoas. E, principalmente, antes de ignorar algo que essas pessoas estão querendo te contar, mas que você não pode ouvir na hora, seja honesto e diga: “me desculpe, agora não posso. podemos falar mais tarde”; ao invés de não demonstrar o mínimo interesse e pronto. Não é dessa maneira que amizade funciona. Sinta-se privilegiado por estas pessoas estarem querendo dividir algo com você, algo que pode ser importante para elas. Como eu citei anteriormente, delicadeza, cortesia e tato e acima de tudo, honestidade, consigo mesmo e com essas outras pessoas, O TEMPO TODO. É tão difícil assim?


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