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Pausa

 

Em fase de crise criativa, crise vivencial, crise existencial, financeira e quantas crises mais existirem.

Já pode se desesperar por não ter nem começado a escrever os trabalhos de mestrado? Ou por ficar remoendo as mesmas coisas antes de dormir?

Eu volto. Juro.

 

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“Emily tries but misunderstands,

She often inclined to borrow somebody’s dreams till

tomorrow

There is no other day

Let’s try it another way

You’ll lose your mind and play”

[ See Emily play – Pink Floyd]

já volto. é a (falta de) vida.


Gratidão

Deligara o telefone. Para sempre ou, para o que mais se aproximava do sempre: por aquela noite. Tivera de tirar a bateria.Nunca seria deixadaem paz. Pessoas são atraídas, excitadas pelo não, pela ausência, se sentem compelidas a tirar alguém do isolamento, curar as pessoas da depressão, achar que, se matarem a pessoa de carinho, amor, sexo e afeto, que ela voltará ao normal, sorrirá, será doce e gentil.

Acham que será obediente e submissa, e, principalmente, grata.

Ela ficaria mais grata se, ao menos quando sentisse sono, pudesse dormir, se, quem chama à noite de fato, fosse quem ligasse, ou aparecesse. Ela seria grata se não tivesse de atender inúmeras ligações humilhantes, de fazer soluçar ou se não tivesse de aceitar passivamente indiferença alheia.

Não seria mais feliz mas ficaria grata.


But what if I can´t smile?

How to fight loneliness
Smile all the time
Shine your teeth to meaningless
And sharpen them with lies

And whatever is going down
Will you follow around
That’s how you fight loneliness

You laugh at every joke
Drag your blanket blindly
Fill your heart with smoke

And the first thing that you want
Will be the last thing you’ll ever need
That’s how you fight it

Just smile all the time
Just smile all the time
Just smile all the time
Just smile all the time

[ Wilco – How to fight loneliness]


ALICE: You’re a piece of shit.

DAN: Deception is brutal. I’m not pretending otherwise.

ALICE: How? How does it work? How do you do this to someone?

Dan tries to think of an excuse.

ALICE: Not good enough.

DAN: I fell in love with her, Alice.

ALICE: Oh, as if you had no choice? There’s a moment, there’s always a moment, “I can do this, I can give in to this, or I can resist it.” And I don’t know when your moment was, but I bet you there was one. I’m gone.

Dan blocks her exit.

DAN: It’s not safe out there.

ALICE: Oh, and it’s safe in here?

DAN: What about your things?

ALICE: I don’t need “things.”

DAN: Where will you go?

ALICE: Disappear.

Vamos fingir que é verdade. Teoricamente, para mim, seria fácil simplesmente aceitar que eu sou mesmo melhor do que você e que eu me cansaria. Aceitar que eu não fui abandonada, que tudo estava mesmo fadado e as coisas só aconteceram. Para mim seria fácil não falar mais de você e sorrir um meio sorriso de lado, meio sacana quando alguém mencionasse você e os subúrbios. Seria fácil se mentir assim, descaradamente alguma vez fosse fácil. Não é. Mas finjamos que eu sei mentir, eu digo e você finge que acredita: Eu não te amo mais. Adeus.


Não sei como consegui. Não me importa.

Os dias no escuro. Nem lá, era tão escuro. Os dias no silêncio. Certamente lá, não era tão silencioso.

Tudo dói e não há como falar. Dói. Não há como explicar. Só dói, infinitamente, dor.

E eu não crio motivos. Não foi porque minha irmã se foi ou por qualquer outro “problema”. A dor já estava aqui antes só que ninguém antes havia me dito que ela precisava sair.

E, ainda assim, depois do escuro, depois do silêncio e com mais silêncio por vir, ainda dói.


emotional brain meltdown


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