Category Archives: vida

Bye

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Sinto que a cada dia que passa, esqueço um pouco mais. Talvez esquecer não seja bem a palavra porque, o que se esquece, é passível de lembrança. E lembro pouco, quase nada.Está saindo de mim. Não faz mais parte de mim. Passou, esvaneceu. Ficou como lembrança distante. Nem boa nem ruim. Ficou quase como um aviso, um aprendizado.Soltei minhas mãos, os dedos um a um, me distanciei dos amigos que, nunca foram meus, por mais que os admirasse, eles são você e só você e te carregam e nós precisamos nos limpar de nós mesmas.Desintoxicar, deixar que nossas vidas sigam o rumo que deveriam seguir, em separado. Nem todo mundo deve ficar. Nem todo mundo.
Adeus.

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Afinal, tem alguém que se sente representada pelas “as nega” do Miguel Falabella?

Hoje uma amiga super querida postou no FB que ficou curiosa quanto a série da Globo que deve estar começando daqui a pouco (pode até já ter passado o primeiro episódio quando eu terminar isso aqui). Essa curiosidade levantou uma discussão e, por isso resolvi escrever sobre isso.

Antes de tudo – sou o que qualquer brasileiro classifica como branca, embora tenha plena consciência que, em qualquer outra parte do mundo, eu não sou caucasiana mas latina. Então, não taquem pedra, por favor. Não vim fazer token e nem protagonizar uma luta a qual só posso apoiar, ser simpática.

Dito isso…

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A série, é uma adaptação de Sex in the City. Série essa que eu vi do começo ao fim. Na época, meu conhecimento do feminismo era muito superficial e eu não percebia muita coisa. Percebia que tinha seus fatores positivos sim, a liberdade sexual, um “somos todxs vadias” e aquela relação amorosa com a cidade. Mas, quanto aos relacionamentos? Vi muitas vezes as personagens se anulando, se torturando porque aquele homem tinha que amá-la. E quanto amar a si mesma? Nesse quesito, durante quase toda a série, Samantha deu um show (deu suas escorregadas também mas, quem nunca?)

O sexo e as nega seria uma versão disso. No gueto/ favela, com mulheres comuns com profissões normais. Essa é a premissa, creio. E o discurso  é da inclusão do negro na tv aberta brasileira. Mas, repetindo fórmulas tão batidas? Negro só pode morar na favela ou no gueto? Só pode exercer uma profissão na qual não precise de um diploma universitário? Por quê? Por que, pelo menos na Globo, negros que fazem papéis de classe média ou alta e educados em nível universitário são Lázaro Ramos, Taís Araújo e Camila Pitanga? Os outros não tem cara de negros ricos? Só podem pertencer ao gueto, à cozinha, à senzala? Por que será que a Taís Araújo deu aquela entrevista em que dizia que se sentia mal ao ir a um lugar e só ser atendida por negros? Por que eles não tem as mesmas oportunidades que ela teve? Porque ela sente que ser servida por iguais, é como se jogassem na cara dela constantemente o lugar que ela deveria estar ocupando. Por que será, Falabella? Quem inclui os negros? Você? Ai, olha, não!

Em Sex in the City, a narradora, Carrie Bradshaw, estava inserida no que ela estava falando, estava vivendo aquilo. As dores eram dela também. Ao que me parece, neste, a Cláudia Jimenez será a narradora, olhando de fora com a branquice dela, analisando comportamentos, dando conselhos. Que diabos a Cláudia Jimenez sabe sobre os temas que parece que serão focados, gente? Não faz sentido.

Uma conhecida tocou no assunto do mimimi do nome. Olha, não é mimimi. Por que tem gente ofendida com isso? Porque “as nega”, “suas nega” são expressões extremamente pejorativas e que, até hoje, não foram ressignificadas. Elas continuam a separar a mulher branca pura e intocável da casa grande da negra da senzala (alguém aí lembro de 12 anos de escravidão?) e não tem essa de que acabou a escravidão. O que não falta são casas grandes e senzalas disfarçadas por aí.

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Uma grande amiga minha, negra, disse que sentia como se fossem as novas mucamas. Sempre prontas pro sexo. Sempre querendo quem lhes dê uma vida boa. Hipersexualização não só da mulher como também do homem negro, SEMPRE, né? Afinal, são animais viris, mulheres “com quadril de parideira”, amas de leite etc.O corpo deles foi feito pra isso, não é? Não. O corpo deles lhes pertence. A eles e somente a eles. Vamos parar com essa folclorização. Está feio, chato, rude.

Não caiam nessa populice do Falabella. É engraçado às custas do sofrimento dos outros. Não tem empatia alguma. Não é um humor inteligente. Não é sequer uma boa sátira. É preconceito: racismo, elitismo, machismo. Copio e colo aqui a fala de Bianca Lessa, uma amiga dessa minha amiga, que também entrou na discussão:

“No país do “Somos Todos Macacos”, no país do Pelé dizendo que o Aranha agiu mal diante da torcida, no país da menininha gaúcha chorando na Ana Maria Braga – que também é o país do genocídio nas periferias – , toda tentativa midiática de desmerecer o combate à objetificação da mulher negra será tragicamente bem sucedida.”.

Para fechar, leiam este texto do blogueiras negras.

Quanto as negras, parentes, amigas, conhecidas e desconhecidas: FORÇA. Mais do que vocês já tem. Todo o meu amor para vocês.


You

Sweetheart
How I miss your heart
Beating next to mine

[ dearly departed – DeVotchka]

Sweetheart, I miss waking up with your British accent spinning in my head

e-ve-ry mor-ning.

 


eyes wide shut, heart wide open

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I rushed towards you in the middle of the night, just to feel that tigh hug of yours, you pulling me back again every time I crawled away from you. We got married silently while crossing the sea. Honeymoon on an island. You, a trip that filled my lungs with air, made my heart pump blood a little faster, a little warmer. We being ourselves with our books and quiet moments until undress time. I, M. take thee, to be my wedded husband, to have and to hold from this day foward, for better for worse, for richer for poorer, , in sickness and in health, to love, cherish and (not) to obey till death do us part.

Amen.


P for passionate me

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I thought she was amazing, I remember well the first time I saw her. She was wearing long sleeves, even though it was hot. And she was also wearing a lit bit of black make up, which gave her kind of an androginous look. After she walked in, I could see no one else. She was beautiful. Tall, with a figure that I liked it and a face full of personality. Also, she had the same trait that me.

We got together that night. It was amazing. Amazing like hell amazing. Her fingers inside of me made me forget my name, where I was, she did it in a such different way that I have never experienced. As the days went by  the more I time spent time with her if I could.  I would found myself more and more head over heels for her. She was different. She did different things, she liked different things but we had things in common enough to connect us.

Although I was totally in love, I always knew she was not the one. But I would like to spend a few months, maybe a few years by her side. Learning, sharing experience, knowledge. She hurted me once. Out of the blue. I wasn´t even expecting it.

Few months later, she came to me again. Another shot. Ok, I really like you. Let me see how it goes. Chat everyday, darling, sweeatheart. Liebe nevermore. Liebe was a thing of the other. More conversations, plans, let´s see each other, I want to be at your house. Please, please come. Please, stay.

I got scared. She was strange. I felt a kind of a disconnection. I had a feeling that she wanted to get out as quickly as possible from my bed. I phoned her, feeling very sad  and she said she couldn´t handle this. She couldn´t handle me. But I could. I could hear her moanings all day and night. And  since I panicked and since she wasn´t able to deal with my sorrows, another separation.

And then a call. Full of tears, full of promises, full of “do as you are, whatever you like” . But I found out that I´m not liked the way that I am and I don´t know why me, then. And why do I have to hurt me for a friendship that I have never wanted and made it clear from the beggining? Why do I keep punishing me like that?

So it´s time for you to go. Starvation have to work. “Im much too heavy for you“. Have you heard that? I don´t know if you have anything to say that will save this, whatever this is, friendship or I don´t know, nor if you want to, I don´t really know  if you like me as you say or if I am important at all to you.I don´t know if you have to say anything  that will end my non stopping tears. But I´m weak and tired. I have lost a whole bunch of water. I don´t deserve this and neither do you.

So I´m loosing your fingers, one by one now. And hopefuly someday you will see that was not to force yourself into a feeling that was smothering you. It was just you lying to yourself.


Quando eu era uma “playground love”

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O problema das pessoas, no geral, é confundir certa intimidade com uma afirmativa para a falta de tato, de delicadeza, de cortesia. Se uma pessoa tem um estilo de vida mais sério que os outros, por quaisquer razões que sejam delas e só delas, que se respeite e não usem de frases como “não sabe brincar, não desce pro play”. Essas pessoas sabem brincar, mas não focaram sua vida no play. Porque desejam atingir um patamar de excelência numa idade em que a maioria das pessoas ainda não o atingiu. Porque ser bem sucedida em determinada área é importante para essas pessoas. E, principalmente, antes de ignorar algo que essas pessoas estão querendo te contar, mas que você não pode ouvir na hora, seja honesto e diga: “me desculpe, agora não posso. podemos falar mais tarde”; ao invés de não demonstrar o mínimo interesse e pronto. Não é dessa maneira que amizade funciona. Sinta-se privilegiado por estas pessoas estarem querendo dividir algo com você, algo que pode ser importante para elas. Como eu citei anteriormente, delicadeza, cortesia e tato e acima de tudo, honestidade, consigo mesmo e com essas outras pessoas, O TEMPO TODO. É tão difícil assim?


Sozinha

Fui soltando meus dedos, um a um, das suas mãos.


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