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All my sad and truly books

“(…) and then one day you realize that your entire life is just awful, not worth living,  a horror and a black blot on the white terrain of human existence.

In my case, I was not frightened in the least bit of existence thought that I might have live because I was certain, quite certain that I was already dead. The actual dying part, the withering  away of my physical body were a mere formality. My spirit, my emotional being, whatever you want to call all that inner turmoil has nothing to do with physical existence, were long gone, dead and gone, and only a mass of the most fucking god-awful excruciating pain like a pair of boiling hot togs clamped tight my spine and pressing on all my nerves was left tin its wake. WURTZEL, Elizabeth. Prozac Nation a memoir Young and depressed in America”. Page 19

“A daughter in an  asylum! I had never done that to her. Still she obviously decided to forgive me.

We´ll take up w here we left off., Esther, she had said, with her sweet, marty´s s.  We´ll act as if all this were a bad dream.

To the person in the bell jar, blank and stopped a dead baby, the world itself is the bad dream.

A bad dream.

I remembered everything,

[…]

What was there about us, in Belsize, so different from the girls playing bridge and gossiping and studying in the college to witch I would return? Those girls, too, sat under bell jars of a sort.”

PLATH, Sylvia. The Bell Jar. Page227

“- Vai ficar tudo bem, não vai? – perguntei. Minha voz estava longe de mim e o que eu dizia não era o que eu queria dizer. O que eu queria dizer é que agora estava em segurança, agosa estava de fato louca e ninguém poderia me tirar dali.”

KAYSEN, Susanna. Moça Interrompida.  Página 96

“Por mais distraída que seja a pessoa , ela sabe muito bem que a mudança renove sempre mais uma fatia  de sua experiência – E não há tantas assim no celeiro. Mudar de casa é sempre irreparável.

Algumas dessas trocas são piores que as outras. Quando tudo o que você ama lhe é arrancado sem aviso prévio, o que ocorre é um milagre ao contrário. Onde havia abundância de pães e peixes existe agora o vazio vertiginoso.”

CAMPELLO, Myriam. Como Esquecer Anotações quase inglesas. Página 26

“The headache is always there, waiting, and her long periods of freedom, however long, Always feel provisional. Sometimes the headache simply takes partial possession for an evening or a day or two, then withdraws. Sometimes it remains and increases until she herself subsides at those the headache moves out of her skull and into the world. Everything glows and pulses.”

CUNNINGHAM, Michael. The hours. Pages 70 and 71

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” I could risk …

” I could risk no sort of answer by this time: my heart was still.
´Because´, he said, ´I sometimes have a queer feeling with regard to you – especially when you are near me, as now: it is as if I had a string somewhere under my left ribs, tightly and inextricably knotted to a similar string situated in the corresponding quarter of you little frame.”

BRONTË, Charlotte. Jane Eyre


“E eu respondia…

“E eu respondia: ‘De qualquer maneira, não vejo nada. Tenho buracos no lugar dos olhos’.
´Depois, você partiu para longe e eu sabia que você estava com outra. As semanas passavam e você não voltava nunca. Eu não dormia mais, porque tinha medo de não ouvi-lo chegar. Finalmente, um dia você voltou e bateu na sepultura, mas eu estava tão cansada de ter ficado sem dormir por um mês que mal tive forças para subir. Quando consegui, você fez uma expressão decepcionada. Disse que eu estava abatida. Senti que lhe desagradava, que estava com o rosto encovado, que fazia gestos bruscos e incoerentes.
‘Para me desculpar, disse: ‘ Desculpe, não dormi durante todo esse tempo’.
[…]
‘ E eu sabia muito bem o que você queria dizer falando de férias! Sabia que você queria ficar um mês inteiro sem me ver porque estava com outra. Você partiu e eu desci para o fundo da sepultura, e sabia que ia ficar mais um mês sem poder dormir, para ouvi-lo chegar, e que quando você voltasse, depois de um mês, eu estaria ainda mais feia e que você ficaria ainda mais decepcionado.”

KUNDERA, Milan. A insustentável leveza do ser. trad. Teresa Bulhões Carvalho da Fonseca. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.


“Ivan me pergun…

“Ivan me pergunta no meio da noite: Por que só há um muro das lamentações, por que nunca alguém construiu um muro das jubilações?
Feliz. Eu sou feliz.
Se Ivan quiser, construirei um muro das lamentações em volta de toda Viena, onde ficavam os antigos bastiões e onde fica a Ringstrasse, ou até mesmo um muro da felicidade em torno do cinturão feio de Viena. Poderíamos, então, ir todos os dias a esses novos muros e extravasar nossa alegria e nossa felicidade, pois a palavra é feliz, nós somos felizes.
Ivan pergunta: Devo apagar a luz?
Não, deixe uma acesa, deixe por favor uma luz!
Mas um dia eu vou apagar todas as luzes, durma enfim, seja feliz.
Eu sou feliz.
Se você não for feliz…
O quê, então?
Então nunca poderá fazer algo bom.
E eu digo a mim que, feliz, poderei fazê-lo.
Ivan sai de mansinho do quarto e vai apagando as luzes ao passar; eu o ouço partir; estou deitada, calma, feliz.”

BACHMANN, Ingeborg. Malina. São Paulo: Siciliano, 1993


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