Monthly Archives: February 2013

E por que não haveria de ir?

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aquece meu coração com as mãos e com palavras.

esfria com a distância e com um sopro.


Breathtaking

breathtaking

adjective

 astonishing or awe-inspiring in quality, so as to take one’s breath away:the scene was one of breathtaking beauty
fonte: Oxford Dictionaires
 
Vi uma foto. Uma foto e minha respiração foi momentâneamente interrompida. Uma foto, de alguém longe. Uma foto, que é um nada, agora. Sequer promessa futura.
Este rosto, esta lembrança e, principalmente esta falta, me trazem medo. Um medo irracional do rosto, das lembranças e, principalmente, da falta.
Mais abaixo, na timeline, comentário alheios. Não em fotos mas em gostos que eu talvez não compartilhe. O que me deixa excluída das maiores preferências. O que, provavelmente, me faz bem, bem menos interessante. E dá cansaço, ter que se fazer interessante. Acho que nem sei como fazer isso. Não sei mais me construir dessa maneira.
E acho que, o medo, está começando a bater demais.
porque estas reações não são minhas, não são normais. Eu não costumo ficar sem ar.

Hopeful is what I long to be

It is like this because I hold on to every word. I replay the dialogs in my head and meaningless words are filled with significance somehow.

Words like : we

next, time.

You know, hopeful words.


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Este episódio é um pouco parecido com o post mais desesperançoso e triste deste blog, e também o mais famoso: Repositório.

” People think they´re crazy but I´m not crazy. I just want to feel it all.” Frase que Hannah atribuiu a Fiona Apple in Girls


Já uso o substantivo como maneira carinhosa de chamar. Falta o pronome possessivo na frente. Queria mas não tenho coragem de colocar.


Porque não me sei nem meu lugar.

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Me perguntou se aquele tipo de colar tinha um significado especial, para católicos. Eu disse que achava que sim mas que não lembrava, o que é verdade. Depois, de tinha algum significado especial para mim. Eu disse que não. Não quis dizer, que, foi por acaso. Eu por acaso mexi numa gaveta, por acaso achei o cordão, que por acaso, não uso mais (mas que já usei). Não disse porque acho que ela não acredita em acasos, porque acho que não acredito em acasos. Por que mexer naquela gaveta, naquele dia?

Apesar da imagem religiosa, tive que explicar que nada tinha de religioso ou a ver com religião.

– Mas tem algum significado pra você?

– Não, é que eu não uso.

– E porque eu não uso, você me dá?

– É. 

Comecei a pensar, em casa. E, tendo em vista que eu dei algo que representa minha cidade e de certa forma, a mim, dentro de um dos meus livros preferidos (meu próprio exemplar, grifado e tudo), é como se eu tivesse dando a mim mesma e ao “meu lugar”, o Rio, para sermos carregados.

E não em um local qualquer. Mas perto do peito, do coração, que é onde ficam os cordões.


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