Monthly Archives: November 2010

Before dissapering

Alex: So trust me when I say if a guy is treating you like he doesn’t give a shit, he genuinely doesn’t give a shit. No exceptions.
(…)
Gigi: Maybe his grandma died or maybe he lost my number or is out of town or got hit by a cab…
Alex: Or maybe he is not interested in seeing you again.

Gigi: So what now I’m just supposed to turn from every guy who doesn’t like me?
Alex: Uh. Yeah!
Gigi: There’s not gonna be anybody left.

[ He is not that into you]

Funny, to have the poster of this film, unhanged on my wall. Almost like a creppy subliminar message. Just not that into you. Just not that into you. Maybe that´s why it remains unhanged. I don´t need another remainder of how I´m not missed. Or how sad can I stay, or be…

I´m sorry. I can´t take this gift. I already know. No happy ending for us. i´m too old to believe in such things. If only this could stop the pain…


Eine Art Verlust

Gemeinsam benutzt: Jahrenszeiten, Bücher und eine Musik.

Die Schlüssel, die Teesschalen, den Brotkorb, Leintücher und ein Bett.

Eine Aussteuer von Worten, von Gestern, mitgebracht, verwendet, verbraucht.

Eine Hausordnung beachtet beachtet. Gesagt. Getan. Und immer die Hand gereicht.

In Winter, in ein Wiener Septett und in Sommer habe ich mich verliebt.

In Landkarten, in ein Bergnest, in einen Strand und in ein Bett.

Eine Kult getrieben mit Daten, Versprechen für unkündbar erklärt,

angehimmelt ein Etwas und fromm gewesen vor einem Nichts,

( – der gefaltenten Zeitung, der kalter Asche, dem Zettel mit einer Notiz)

furchtlos in der Religion, denn die Kirche was dieses Bett.

Aus dem Seeblick hervor ging meine unerschöpfliche Malerei.Von dem Balkon herab waren die Völker, meine Nachbarn, zu grüßen.

Am Kaminfeuer, in der Sicherheit, hatte mein Haar seine äußerste Farbe.

Das Kçingeln an der Tür war der Alarm für meine Freude.

Nicht dich habe ich verloren,

sodern die Welt.

Ingeborg Bachmann

O sentir falta, não é só dos domingos, das mãos aneladas, dos cabelos castanhos e lisos, do riso solto, da cama, de um caso. É sentir uma amizade que acabou se formando, escorrendo feito líquido ou gás. Impossível de segurar. Queria estar aqui mas: é sozinha que eu estou. Não consigo enxergar um querer, que não se mostra de maneira alguma. Uma saudade que nunca chega, que se contenta com voz, que não pede presença, quase nunca.

Tem feito cacos de mim, cada vez que eu pulo pelo telefone achando que. E ao mesmo tempo, tendo que escondê-los para não apertar uma tecla sequer, tanto aborrecimento tenho sido (e por que?). Eu não só espero que se sinta a minha falta mas que se sinta um estado frágil e delicado, quebrável, em que possa eu estar. E longe. Como ter raiva de alguém que não consegue não demonstrar afeto?

Eu tenho tantas perguntas irrespondíveis. E minha dúvida, vem daí. Nem falar logo, nem me recolher. Não é disso que eu preciso. Eu preciso de.

E não ficar prostrada, com dor no peito e choro preso.


#Personare

Neste período, que vai de 27/11 (Hoje) a 30/11, a passagem do Sol pelo setor das crises pessoais pode significar um transbordamento de emoções e problemas que você tem tentado evitar nos últimos tempos, Mayra.

O Sol em trânsito pela Casa 8 entra em conflito com a Lua, sugerindo que você até deseja levar as coisas numa boa, com mais relaxamento e tranqüilidade, mas há problemas e pendências a resolver que não podem ser evitadas! O Sol neste momento pede que você não faça de conta que não existem coisas que lhe incomodam e que dê atenção a estes pontos, que jogue luz sobre eles. A Lua na Casa 5 lhe ajuda a ver as coisas com maior bom humor. A reflexão para o período é: do que eu preciso me libertar?

As usual.


In Rio

Que mi pueblo no derrame tanta sangre

y se levante mi gente

[ Juanes ]

Televisão fazendo propaganda de Tropa de Elite 2 no intervalo do jornal das 20 hrs. Exatamente o que o Rio de Janeiro precisa. Enquanto isso, todo mundo em casa…Vendo o quanto nossa polícia resolveu ser efetiva e combater os criminosos.

Nada a ver com as Olimpíadas, nada a ver com a Copa, nada a ver com a publicidade da sequencia do filme cujo primeiro ganhou o Urso de Ouro em Berlin, né? Absolutamente nada a ver. O problema não é estarmos em casa, são as pessoas em perigo, paranóicas, aterrorizadas e sendo mortas e baleadas por aí, dos ônibus e carros queimados. Não falo de bandidos ou policiais. As outras pessoas. As pessoas sobre as quais ninguém faz filme. Ah Rio de Janeiro… se a gente pudesse escolher quem pode morar aqui…


Am I… nothing?

hopeless (ˈhəʊplɪs)
adj
1. having or offering no hope
2. impossible to analyse or solve
3. unable to learn, function, etc
4. informal without skill or ability

To be hopeless is an expression that I would like to have in portuguese. Not only the inability to feel hope about a situation or a relation or anything, really. To be hopeless means also that you can just give up somebody. This person is beyond any hope of fixing.

Am I that person? Am I beyond any hope of cure, or fixing, beyond any hope of  saving? Because, in the end of the day (of the year, of every word that I write or pronounce so politely (and with a over thinking kind of way because I just don´t know how to speak to you, you´re right, I´ve never even met you. But I´ll never will? I won´t, I can´t have the desire to really learn you? Not to play you but to coexist with you on you side) all I wanted was to be saved in a way.

Am I beyond (or in the case below) all that since I ´ve killed expectations?  It´s not that I don´t have some kind of life. I do. I just realize it is not the same that it would be with you in it, since you added me so much. Since you´ve cared.

(and for as difficult and false that it may seem, I care, even from far. I never did stop). Ever.

So, hopelessly, am I… just nothing?


Tardiamente

No entanto Gilberta continuava ausente dos Campos Elísios. E eu tinha grande necessidade de vê-la, pois nem ao menos me lembrava de seu rosto. O modo inquisitivo, ansioso, exigente com que olhamos para a pessoa amada, nossa expectativa da palavra que nos vai dar ou tirar a esperança de um encontro para o dia seguinte, e, até que essa palavra seja dita, a nossa imaginação alternada, senão simultânea, da alegria e do desespero, tudo isso possa a nossa atenção em face do ente querido muito trêmula para que se possa obter uma imagem sua devidamente nítida.  E talvez essa atividade de todos os sentidos ao mesmo temp e que se tenta conhecer apenas com o olhar o que se acha além dêle, se mostre demasiado indulgente ante as mil formas, sabores e movimentos da pessoa viva, que habitualmente imobilizamos quando não nos achamos em estado de amor. O modêlo querido, pelo contrário, move-se; nunca se tem dêle mais que instantâneos frustrados. Eu, na verdade, não sabia mais como eram as feições de Gilberta, salvo nos momentos divinos em que elas se abriam para mim; só me lembrava do seu sorriso. E como não podia ver, por mais esforços que fizesse para recordá-lo, aquele rosto querido, irritava-me ao encontrar na memória, com a definitiva exatidão, as caras inúteis e incisivas do homem do carrossel e da vendedora de pirulitos, como acontece com essas pessoas que perderam um ente querido e não conseguem vê-los em sonhos, e exasperam-se por encontrar continuamente em seus sonhos a tantas criaturas insuportáveis a quem já é demais ter visto em estado de vigília. Na impotência de figurar o objeto da sua dor, quase se acusam de não sentir mais dor. E eu não estava longe de acreditar que, como não podia recordar as feições de Gilberta, esquecera a ela também e não mais a amava.

Afinal tornou a vir brincar quase todos os dias, pondo ante mim novas coisas que lhe desejar, que lhe pedir para o dia seguinte, e fazendo cada dia, nesse sentido, de minha ternura uma ternura nova.

Toda a indisposição de espírito e o tédio que me inspiraram No caminho de Swann, livro o qual não terminei de ler (mas que li a versão em quadrinhos, presente intrigante dado pela Priscilla há mais ou menos uns dois anos – intrigante pelo fato de eu nunca ter falado ou mencionado Proust). À sombra das raparigas em flor está fluindo de maneira tão delicada que me faz querer deitar na cama e terminá-lo com o diário ao lado para as muitas anotações e carta que venho contruído mentalmente em meus delírios oníricos.


Perspectivamente

Há um momento, em algum momento da minha vida no qual eu alerto às pessoas que convivem comigo que eu tenho um ponto de vista diferente dos outros. Não que, com isso, eu queira me dizer melhor ou pior do que ninguém. Aliás, é o oposto. Se há algo que se pode depreender das minhas fotografias, é minha queda pelos ângulos tortos, câmera virada e uma queda a pelo menos olhar as coisas muito mas muito de perto (quando possível), o que, muitas vezes, impossibilita inclusive o reconhecimento do objeto fotografado por uma pessoa que não seja eu. Fotos inúteis, como a minha irmã chama. Mas é nessa suposta inutilidade e deformidade de idéias e perspectivas que eu consigo depreender beleza e sentido.

*foto Casa França Brasil (centro  do Rio de Janeiro)


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